quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Obrigado pela Escola

                             
Querido Jesus:
Obrigado!

Porque tenho uma escola onde aprendo muitas coisas.

Peço-te por aqueles que não têm escolas para que

Recebam ajuda dos outros.

Ajuda-me a estudar muito.

Ajuda-me a aprender cada dia mais.

Quero ser um bom colega

Preocupado com os outros.

Que saiba dar amizade, alegria e carinho.

Quero partilhar o meu tempo com todos.

Peço-te pelos meus professores e professoras.

Dá-lhes muita coragem e muita alegria

Para que nos ensinem

Com paciência e amor.

Dá-nos a tua força, Senhor

Para fazermos um mundo onde

Todos possam estudar e aprender.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Esta luz pequenina!

Oração

Jesus, eu gosto de Ti,
muito obrigado pela vida que deste!
Muito obrigado pelo papá e pela mamã
e por todas as pessoas,
que colocaste bem perto de mim.
Jesus, eu estou a crescer não só por fora,
para ter um corpo bonito e forte,
mas ajuda-me a crescer também por dentro,
para ter um coração cheio de bondade.

Jesus, eu gosto de Ti,
de todo coração,
e vou gostar de todo mundo,
como Tu gostas de mim.

Amén.

É muito bom ter amigos!


É muito bom ter amigos!
Se forem pequenitos extraordinário.
Se nos fazem pensar, brincar e pular ainda melhor.
Se rezam por nós, e connosco que Maria os cubra com o seu manto.
Deus e o nosso amigo nos abençoará a todos.

sábado, 1 de outubro de 2011

História da vida duma florzinha chamada Teresinha


 
PERSONAGENS
  1. Teresinha
  2. Narrador: O Sapo Cocas
  3. Tommy, o Cão
  4. Papá Luis
  5. Mamã Célia
  6. Jesus/Menino Jesus


Teresinha: – Olá! Olá! Olaaaaaaaaaaaaaaá!!!
Olá? Mas quem é que eu estou a ver? Aquele não é o João Manuel? E a Carolina! Olá Maria! Olá outra Maria!  Olá, Gui! Olá Matilde!
Tantos meninos: olá Alice, olá Anita! Olá, Beatriz! Olá, Dinis!
Olá, papás! Olá, mamãs! Olá, a todos! Estão a gostar do passeio? Gostam da minha cidade? Sim!, que bom!
Olha, Tommy! Tommy! Tommy, por favor, vem cá ver isto.
Tommy: – Ão, ão! Claro, Teresinha! Estou mesmo contente! Sabes o que estou a pensar, Teresinha?
Teresinha: – Não, Tommy! Tu pensas tantas coisas! Que estás a pensar?
Tommy: – Estou a pensar que sou um cão bem inteligente, e ou me engano ou isto é o Carmicoque! Sabes, Teresinha, eu fui ver o blog do Carmo Jovem. E isto é de certeza o Carmicoque.
Olha tantos meninos, Teresinha! Olha tantos papás e mamás!
Olá, carmicoques! olá, carmicocas!
Narrador: Fiu, fiu! Olá, olá, olá! Linda cidade, linda cidade! Belo dia para fazer amigos! Eu sei o que é fazer amigos! Crock! Cada salto, cada amigo! Olhem bem para mim!
Olha, olha! Tanto meninos! Bom dia, a todos! Bom dia, a todos!
Obrigado, Tommy! És mesmo um cão sabido! Acertaste em cheio! Vejo que gostas de andar informado e lês todas as informações do Blog do Carmo Jovem!
Mas, meus amigos: Vou apresentar-me. Chamo-me o Sapo Cocas e sou o narrador deste teatrinho da Florzinha chamada Teresinha. Vim de Nova Iorque ao primeiro Carmicoque porque ganhei um Óscar e fui contratado para vos contar a história de Teresinha.
Ora aqui vai:
Narrador: Teresinha nasceu muito antes do Rei Leão e da Princesa Pocaontas!
O seu país era muito belo e chama-se França. Eu conheço bem o país, porque vou tomar banho nalgumas lagoas bem deliciosas e quentinhas que existem na Riviera!
Sabem, ela tinha um papá e uma mamã. O papá chamava-se Luís, tinha umas grandes barbas e sabia fazer umas máquinas de medir o tempo chamadas re-ló-gi-os!
Também sabia fazer lindas jóias, e de Teresinha fez uma rainha! É o que vos digo! Porque uma rainha é mais que uma princesa!
Eu sou sapo, mas sei muito, mas mesmo muito de reis e rainhas! Olarila, é que sei mesmo!
A mamã da nossa querida Florzinha chamava-se Célia; era é muito meiguinha, tinha umas mãos lindas e sabia bordar lindamente lindos vestidos.
Ambos papás de Teresinha gostam muito de Jesus e de Maria. Conheceram-se ao entardecer dum dia, quando cruzavam uma ponte da sua cidade! Curioso não acham? Sim ou não?
Casaram pouco depois, à meia-noite dum dia 13 de Julho. Eram muito queridos e também românticos.
Viveram felizes na cidade de Lisieux, numa casa muito grande e bonita chamada Os Buissonets! Tivram cinco filhas, cinco meninas: a Maria, a Paulina, a Leónia, a Celina, e por fim nasceu mais uma menina, a Florzinha Teresinha.
Narrador: Olá, olá! Já estão cansados? É que ainda há muita história para contar.
Teresinha foi um bebé lindo! Um bebé lindo de morrer! Como tu! Era a última bebé da casa; era um bocado chorona e também mimada. Por tudo e por nada fazia beicinho. Toda a cidade ficou muito contente com o seu nascimento, e davam-lhe muitos carinhos. E ela fazia birrinhas! Era um Florzinha bebé.
Quando Teresinha já sabia andar, às vezes ao entrar em casa não se cansava de chamar pela mãe:
Teresinha: – Mãezinha, mãezinha!
Narrador: E a mãe atenta e pacientemente, respondia:
Mamã: – Estou aqui, estou aqui!
Narrador: E Teresinha convencida, dizia:
Teresinha: – Olha para mim, mamã! Vê  como sou grande!
Narrador: E davam grandes abraços, xi-corações e muitos beijinhos!
Desde cedo a Mãe Célia lhe ia falando da amizade de Jesus! Contava-lhe lindas histórias; muito lindas que um dia também eu vos contarei, pois eu sei muitas histórias de Jesus a quem conheço muito bem!
Quando o Pai Luis chegava a casa era uma festa! As irmãs estavam todas a fazer os TPC’s, por isso só Teresinha se sentava no seu colo como quem se senta num trono.
Às vezes Teresinha jogava às escondidas. Aí o Pai Luis chegava devagarinho e perguntava docemente:
Papá: – A minha rainha? Onde está a minha rainha? Por favor tragam-me a minha rainha!
Narrador: Aí, Teresinha saía a correr do esconderijo e caía-lhe alegremente nos braços. Eram uns braços imensos, fortes, e umas mãos delicadas que sabiam fazer jóias. Mas também sabiam brincar, fazer cócegas e rezar. Enfim, sabiam fazer uma bela jóia para Jesus: Teresinha!
Narrador: Teresinha era um bebé intenso e corajoso! Já vão ver, prometo-vos. Reparem só: Quando tinha apenas três anos, disse:
Teresinha: – Eu sou de Jesus! Vou ser sempre de Jesus! Dou tudo a Jesus!
Narrador: A Mãe Célia e o Pai Luis nem queriam acreditar! Mas Teresinha batia com o pezito no chão e repetia com força:
Teresinha: – Eu sou de Jesus! Vou ser sempre de Jesus! Dou tudo a Jesus! Dou-lhe todos os meus brinquedos e flores! Dou-lhe os grilos e as estrelas.
Narrador: O Tommy também estava ali a ouvir. Fez um Âo-Ão bem grande e disse:
Tommy: – Eu sou um cão bem inteligente e também dou tudo a Jesus! Dou-lhe todas as minhas pulgas!
Narrador: Aos quatro anos a Florzinha perdeu a mamã. E logo correu a escolher Maria para segunda mamã. Foi Maria quem mais lhe falou de Jesus e a preparou para a Primeira Comunhão. E quando ela foi para o Carmelo escolheu Paulina como terceira mamã.
Quando depois perdeu a Paulina, adoeceu, e foi para a cama. Esteve muito doente, doente mesmo. Era como uma florzinha sem água, quase a morrer. Mas a Mãe de Jesus sorriu-lhe com um sorriso lindo e Ela curou-a do dói-dói.
Então a Florzinha Teresinha levantou-se e começou a crescer imenso!
Narrador: Vamos continuar a história da florzinha chamada Teresinha.
O Pai Luís tinha sempre imenso tempo para a sua querida rainha. E ela gostava muito de passear com o papá pelos jardins. Gostava de ver as flores e os passarinhos, os melros e também os mosquitos. Davam longos passeios com o cão inteligente chamado… Chamado… Ai, que me esqueci…,
Iam juntos à pesca. Ou ficavam, simplesmente, a olhar o céu e as estrelas.
Aaaaaah! Como são belas as estrelas da terra da Florzinha Teresinha!
Numa noite em que passeava com Pai Luis e o Tommy, Teresinha gritou muito entusiasmada:
Teresinha: – Papá, papá! Olha!
Papá: – O que foi, minha querida Rainha?
Teresinha:  Pápi: Olha para o céu! Não vês? Olha que lindo: O meu nome está escrito no céu! De certeza que eu vou ser santa! Eu quero ser santa! Estás a ver, Pápi?
Papá: – Sim, querida. Claro que vejo. Estou certo que serás também a Rainha do Menino Jesus!
Narrador: O Tommy também estava ali a ouvir. Abanava o rabo de contente, porque era o cão da Florzinha Teresinha Rainha do Menino Jesus. Por isso, fez um grande Âo-Ão e disse:
Tommy: – Eu sou um cão bem inteligente e também vejo as estrelas! E dou as minhas pulgas a quem quiser, mas primeiro tem de concordar comigo que o meu nome também está no Céu!
Tommy:  Está ou não está? Digam lá?
Todos: – Estaaaaaaaaaaaaaá!
Tommy: – Então, ão-ão, tomem lá as minhas queridas pulguinhas!
Narrador: Teresinha não gostava do colégio, mas gostava de rezar. Era gordinha e as colegas riam-se dela. Gostava da catequese porque ali lhe falavam muito do seu amiguinho Jesus.
Também gostava muito de ir à missa, cantar para Jesus e de ouvir a Palavra de Deus. E de falar com a Mãe do Sorriso, que é a Mãe de Jesus!
Nos seus passeios quer dava gostava de colher flores que depois oferecia a Jesus. Colocava-as junto da sua Imagem ou atirava-as o mais alto possível. Atirava-as bem alto, para que as pétalas caíssem suavemente sobre o rosto de Jesus!
Narrador: Olá, olá, olá! Ainda estão aí?
Tommy: – Ão-ão! Eu sou um cão bem inteligente e também vejo as estrelas! Dou as minhas pulgas a quem quiser, e ainda aqui estou!
Narrador: Sabiam que Teresinha gostava de música, de dançar e de pintar? Pois, gostava! E nós ainda hoje vamos cantar para Jesus, dançar para Jesus e pintar para Jesus. Como a nossa amiguinha que se chama Teresinha!
Sabem alguma canção para Jesus? Ora cantem lá…
Narrador: As irmãs Maria e Paulina amavam tanto a Jesus que foram para um convento de Carmelitas. Queriam aprender tudo sobre a vida de Jesus, da Mãe de Jesus, e da Igreja.
E Teresinha apesar de ser ainda criança também queria ir para o convento. Ela amava tanto Jesus! Amava-o mais que tudo. Mas teve de esperar alguns anos. O Papá concordava e as irmãs também. Mas ela era ainda bem pequenina.
Porém, ela não desistiu, porque amava muito a Jesus! Por isso, depois duma longa espera, depois de muito pedir ao seu Papá; e a homens importantes como o Senhor Bispo e ao Senhor ao Papa; e à Madre, ela conseguiu entrar no Carmelo por amor… a Jesus.
Tommy: – Ão-ão! Eu sou um cão bem inteligente. Também vejo as estrelas! E sei que Teresinha queria ser missionária!
Narrador: Pois é, é verdade! Ó Tommy, és mesmo um cão inteligente! Olha que me ia esquecendo disso. Seria um erro bem lamentável!
Tommy: – Ão-ão!  Pois seria! É que além de inteligente eu também sou um cão missionário! E vou levar-lhes as minhas pulgas porque descobri que o Pai Luis escondia pérolas e jóias entre os meus pêlos!
Narrador: Por fim, o Pai Luis levou ao Carmelo a sua querida Rainha e ofereceu-a a Jesus e à Igreja. Mas ela, muito segura e muito serena, ajoelhou-se à entrada e disse-lhe:
Teresinha: – Pápi: Por favor, antes de ser toda de Jesus, meu Rei, dá-me a tua bênção.
Narrador: O Pai Luis era já velhinho, tinha umas longas barbas bracas, e ficou calado. Duas lágrimas correram-lhe pela barba abaixo até ao chão. Depois, pegou no rosto da sua rainha com as suas mãos de fazer jóias. Falou como um rei e disse a Teresinha:
Papá: – Minha querida Rainha! Amo-te muito! Quero-te muito, ó minha Rainha! Por isso, querida, entra, que eu te abençoo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
Narrador: E o Tommy, sempre presente, disse:
Tommy: – Ão-ão! Eu sou um cão bem inteligente. Também vejo as estrelas! E também sei reconhecer a minha Rainha! Adeus!
Narrador: Então, o Tommy lambeu a cara de Teresinha e recuou para junto do Pai Luis, onde se sentou feliz ao lado do seu rei.
Depois a Rainha ergueu-se, sorriu e acenou para todos. E com passo firme entrou feliz no seu palácio onde vive o Grande Rei, Jesus, que tanto a amava.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estou a crescer

Cada dia estou mais crescido

e por isso sinto-me feliz e contente.

Estou a crescer em tamanho e também em

sabedoria.

Cada dia aprendo coisas novas e isso faz-me feliz.

Jesus, ajuda-me a crescer também no coração,

como Tu.

Que cada dia eu seja melhor,

que o meu coração fique cheio de amor

e que saiba dar esse amor a todos.

Eu quero ser parecido contigo:

quero ser amigo, respeitador, alegre, bondoso,

carinhoso.

E também quero ser cada vez mais teu amigo.

Ajuda-me, Jesus.

domingo, 4 de setembro de 2011

Notas finais do I Carmicoque


A História constrói-se de momentos, de factos, de pessoas, de emoções e revoluções. Assim sendo, o dia 4 de Junho de 2011 ficou na História do Carmo.
O I Carmicoque marcou de forma extraordinária o coração de todos os que trazem o Carmo no coração e Santa Teresa e São João da Cruz no pensamento e no coração.
Começar com muita determinação foi o tema escolhido e com essa inspiração preparamos o I Carmicoque.
Com muita partilha, com muita entreajuda, com muita boa vontade, com muitos emails trocados e muita falta de tempo, lá nos conseguimos organizar. Descobrimos, entretanto, uma coisa maravilhosa: às vezes, é possível, tornar a nossa agenda elástica e fazer triliões de coisas ao mesmo tempo, bem feitas (está claro!) porque o nosso coração está apertadinho e quentinho pela amizade que nos une (ainda que eu seja uma gotinha muito recente, já me sinto em casa) e o aconchego de Nossa Senhora do Carmo. Queríamos preparar um dia único. Um dia que marcasse para sempre. Um dia que deixasse vontade de repetir. Um dia que aquecesse também o coração de todos os pais e mães que participam no Carmo Jovem.
O I Carmicoque foi um encontro de papás e de mamãs, de meninos e meninas que, pela primeira vez puderam participar juntos nas actividades do Carmo Jovem, neste caso numa Carminhada.

O dia nasceu com um sol amarelo do mais amarelo que possam imaginar. Uma leve brisa passava entre os arcos dos claustros do convento do Carmo e aligeirava o calor. Ali seria um dos centros de operações das actividades daquele dia. As 9h chegou a equipa organizadora: Maria João, Joana Costa e Ana Caramez, que trazia consigo as suas duas pulguinhas, a Ana Carolina e Matilde. Logo a seguir chegava o Élsio e a Glória, mais o simpático Dinis. Aos poucos e poucos, os claustros encheram-se de uma alegria contagiante, de passarinhos a voar e a cantar e a lalar. Os habitantes do convento e as suas vetustas pedras foram acordados pelos gritos e risinhos, pelas correrias e birras de um grupo de crianças que não sabia bem ao que vinha mas sabia que ia ser fixe.
De vários locais – Aveiro, Avessadas, Caíde, Gafanha, Ílhavo, Mangualde, Viana – chegaram simpáticos casais com os seus rebentos e com uma grande curiosidade sobre o que iria acontecer. Podiam ter optado por um bom dia de praia ou mesmo pelo sossego do lar, mas aceitaram este desafio, vieram e ainda bem! Sem todos vocês, o dia não teria sido tão especial. Por isso, desde já vos digo: obrigado Papás, obrigado Mamãs.
Após as apresentações, os pequenos príncipes e princesas foram agraciados com a faixa do movimento Carmo Jovem. Mas não era uma faixa qualquer, não! Era uma faixa feita à medida dos pequenos infantes mas com o mesmo significado das faixas que os seus pais orgulhosamente usam nas Carminhadas. Uma faixa azul, de um azul celeste glorioso como estava o dia 4 de Junho.
A segunda maravilha ocorreu com a chegada de alguém muito especial ao Movimento. Um alguém que foi identificado com a Santa Teresinha. Mas não sendo a Santa, foi com certeza uma presença abençoada por Deus. Foi recebida assim, por uma das meninas mais reguilas:  – Tu és Santa Teresa? Não, não era, mas ajuda a identificar quem era e a razão de tanta surpresa, sobressalto e alegria para a maioria. Sim, que bela e tão bem guardada surpresa!
 Este ano foi assim! Para o próximo outra surpresa especial nos visitará, tenho a certeza.
De seguida, os convivas apreciaram um simpático teatrinho: uma joaninha muito vermelhinha com belas pintas negras narrou alguns passos da história de S. Teresinha do Menino Jesus. Os pupilos conheceram ainda o pai Luís e a mãe Célia, as quatro irmãs, o patusco Tommy e ouviram falar da forma calorosa com que Teresinha recebeu Jesus na sua vida. Tocante, sinceramente!


Dos claustros, o grupo foi convidado a participar na Eucaristia do Carmicoque na capela que recebeu nessa mesma cerimónia, o nome de Stilla Maris. A partir de agora, os papás e as mamãs, todos os meninos e meninas, têm um lugar especial no Convento do Carmo. Ali encontrarão sempre uns amigos especiais: Jesus, Santa Teresinha e Nossa Senhora do Carmo. E também podem contar com outros, saídos dos livros coloridos, num ambiente que pretende ser um misto de Céu e de mundo encantado, lugar próprio para crianças.
A celebração evidentemente que não foi igual às outras, pois claro que não! A capela foi rigorosamente preparada para os receber, com um cenário acolhedor e ternurento. Digamos que foi preparado tal como uma mãe prepara um quarto para um filho recém-nascido. Porque queríamos que os nossos príncipes e princesas se sentissem aconchegados na Casa de Deus. Porque queríamos que soubessem que participar na Missa é bom. Porque queríamos que conhecessem Jesus e soubessem que também foi menino de colo e que Nossa Senhora os embala como embalou o seu Menino. Porque queríamos que, de futuro, aprendam com Jesus e com Nossa Senhora como o que de melhor se pode aprender com um Mestre.


Mas fechem os olhos e imaginem …
Na medida do possível, as crianças e os pais ouviram as palavras do Frei João. Digo na medida do possível porque, de vez em quando, um pequenote dava asas à imaginação e barafustava.
A cerimónia foi animada pela música do Tozé e a voz melodiosa da Elsa. São uma família de Aveiro que já se inscreveu para o II Carmicoque, o que muito nos alegra por causa da sua simpatia e paciente alegria que emprestam à celebração! Muito obrigado!
Mais uma vez todos ficámos envoltos num manto de esperança e de ternura, de Amor e de Fé, de Amizade e Partilha. E algumas lágrimas, sim também houve… mas lágrimas de coração apertadinho de emoção.
Seguiu-se o almoço, faustoso e reconfortante, com boa conversa e convívio. Mas algo mais extraordinário viria a seguir: a Carminhada ao Jardim de Viana.
Em filinha, liderados pelo Cajado e pela Cruz, carminhámos até ao jardim público da cidade e montamos a tenda numa relvinha verdinha, porque estava na hora de fazer o registo da peça de teatro.
Os príncipes e princesas, pequenos reis e rainhas deste dia especial, desenharam o que de mais marcante registaram na memória a propósito da história de Santa Teresinha. E que belos Picassos nós temos! Nas folhas brancas de papel nasceram magníficos desenhos para espanto de todos e para júbilo dos pais. Uma exposição se há-de fazer destes trabalhos! Os pequenos perceberam a história e fixaram-na, pelos menos os intervenientes principais.
Porque a chuva ameaçava, regressámos por onde viemos, sempre com a vigilância dos pais e a supervisão do Tio Frei João.

Fomos à Capela Stilla Maris, rezámos, consagramo-nos a Nossa Senhora do Carmo e agradecemos o dia magnífico que vivemos. E não saímos sem prometer repetir para o ano, no primeiro Sábado a seguir ao primeiro dia do mês de Junho. Está marcado. O Frei João presenteou-nos com a imposição do Escapulário do Carmo, explicando-nos o significado do mesmo e, claro, contribuindo com este acto para o borbulhar de mais umas lágrimas entre os presentes.
O dia já ia alto. Os petizes davam alguns sinais de cansaço e os pais também.
Seguiu-se o lanche e o regresso a casa. E despedidas calorosas com a promessa de regressar ao Carmo rapidamente. E ainda lá estávamos e já sentíamos saudades porque no Carmo é assim. Depois de chegar não se quer sair, depois de conhecer só se quer aprender mais. Digo-vos eu que sou recém-chegada.
 Depois do I Carmicoque só se pensa no II Carmicoque.
(Ana Margarida Caramez, Viana do Castelo)